domingo, 7 de junho de 2009

Morte no Nilo

Morte no Nilo, é sem duvida um dos melhor livros que já li. é uma obra da escritora Agatha Christie, um policial baseado em relações de amizade e paixão. é um livro surpreendente do principio ao fim. prende o nosso pensamento a leitura e faz-nos querer ler sempre mais e mais, até conseguirmos descobrir quem cometeu o assassinato de Linnet Ridgeway, uma linda jovem rica e recém casada que viaja com o marido num cruzeiro sobre as águas do rio Nilo. todo aquele ambiente do deserto ainda faz aumentar mais, o suspense e a emoção da história. De uma maneira abslutamente fascinante a autora cria num cenário perfeito, uma serie de jogos de gato e rato e quebra cabeças, misturando o crime e a beleza da paisagem, aguaça nos a curiosidade a cada linha que lemos e surprende nos com um completo inesperado final de cortar a respiração.
Veronika decide morrer

O titulo e a capa são dois elementos fundamentais na hora de decisão para a escolha de um livro.
Apesar de o meu livro ter sido aconselhado por uma amiga, a primeira impressão pesou na minha escolha de o trazer para casa. " Veronika, decide morrer" é sem sombra de duvida um titulo forte, que me cativou de imediato, principalmente pelo porque supostamente todos fugimos da morte, é a experiência mais temida pelos homens, por isso torna-se um titulo diferente que sucinta curiosidade. No entanto adequa-se perfeitamente ao enredo do livro, porque por mais estranho que possa parecer Veronika decide mesmo morrer, resolve, quase que de um momento para o outro, acabar com a própria vida e está determinada a fazê-lo a todo custo.
Veronika decide morrer é um livro da autoria de um renomado escritor brasileiro, Paulo coelho, que decidiu escrever sobre um tema que lhe muito familiar, pois foi uma experiencia vivenciada por ele próprio, o internamento num hospício.

A história do meu livro passa-se na Eslovénia, e conta-nos a história de uma jovem que não sendo feliz nem infeliz se decide matar, por dois motivos primeiro porque estava farta da rotina diária e achava que o futuro só lhe traria tristezas e depois por que não conseguia encontrar um sentido para a vida. Por isso o livro nos liga a ele desde dos primeiros momentos porque de alguma forma já todos tivemos pensamentos parecidos, acho que todos nós já nos fartamos da rotina, tivemos medo do futuro e duvidamos do sentido da nossa vida.
A maior parte da história passa-se num hospício, e retrata-nos de uma forma muito simples mas também muito coerente e realista a vida num manicómio ou seja num “mundo de loucos”. E acaba por ser uma história muito interessante a fascinante até porque acabamos por nos identificar com estes mesmos loucos, de uma certa forma apercebemos nos que os seus dilemas são os nossos dilemas e que o que eles dizem e a maneira como pensam afinal não é assim tão sem sentido como inicialmente podemos pensar, e começamos a por em causa quem realmente são os loucos se eles se nós.

É uma obra muito cativante de ler, porque faz-nos pensar muito na vida e na maneira como a vivemos, e até a por em causa aquilo que chamamos felicidade. Apresenta uma grande diversidade de sentimentos, amor, ódio, paixão, loucura, desespero, medo no fundo penso que o livro nos provoca uma reflexão profunda sobre a vida, o sentido desta e o que realmente vale a pena.
Veronika .....

A história envolveu me muito e prendeu a minha atenção porque me identifico com a personagem principal do livro, Veronika, a maneira como pensa, como age. Mas também me surpreendeu a coragem, se é que assim podemos considerar, de se tentar matar de um forma tão fria e passiva.
Apesar de ter sido salva, ela continuou a quer morrer, até que se apercebeu que afinal a coisas boas na vida e que esta vale a pena viver. Por isso merece um lugar de destaque no meu blog porque foi capaz de mostrar que dentro de uma Veronika há muitas Veronikas, que ela não conhecia e das quais gostava e por isso foi capaz de se reerguer e encontrar um sentido para vida e se entregar a felicidade sem ter medo de sofrer ou ser julgada.
Pequenos excertos.......

Decide publicar pequenos excertos do livro porque como a história é complexa os excertos do livro são bastante grandes, por isso preferi partilhar pequenas frases que de uma forma ou de outra ficaram marcadas na minha memoria.


aaaaaaaaaaaaaaaa

sexta-feira, 6 de março de 2009

Capitães da areia.


É uma livro impressionante, de Jorge amado, a forma como escreve sobre a vida destes meninos de rua, que por um motivo ou por outro se encontram abandonados, sozinhos no mundo faz-me sentir o quão sortuda sou!É sem dúvida fascinante a maneira como é descrita as aventuras dos capitães da areia. A cada linha que se lê torna-se mais empolgante e emocionante a triste história destes meninos, que a única coisa com que podem contar é com um velho trapiche a beira mar e a grande espírito de solidariedade e de amizade entre eles que faz com que possam continuar a sobreviver, dia a pós dia sem nunca se sentirem amados e acarinhados pelo destino cruel e pelo mundo indiferente a sua existência enquanto crianças e não criminosos. E envolvidos por um véu de diferentes sentimentos, angustia, alegria, raiva, excitação, nostalgia, tristeza, fé, amor ou ódio, o autor faz com que vivamos intensamente cada palavra, cada frase até ao último parágrafo desta dramática mas bonita história.
A SURGIR é uma associação da qual Jaqueline faz parte e onde Souad testemunhou a seu trágico caso. A SURGIR é uma fundação suiça que apoia as mulheres subjugadas, em qualquer parte do mundo, a tradições criminosas, mártires no corpo e na alma, bem como os seus filhos.
A SURGIR combate empenhadamente a injustiça da tradição que flagela essas mullheres.

Para mais informações: http://www.surgir.ch/

SOUAD, Queimada viva.


O meu livro é Souad, queimada viva, a autora é Souad a personagem principal da história verídica que retrata o livro. A autora conta de uma forma muito simples, com uma linguagem corrente a trágica história da sua vida, o horror pelo qual passou na sua infância. Oriunda de uma pais árabe, nomeadamente da Cijordánia, Souad descreve de uma maneira muito tocante a forma como foi queimada viva pelo cunhado a mando dos seus pais, por ter engravidado do homem, por quem se apaixonou, sem ser casada, considerado um crime de honrara no seu país. Fala de como foi mal tratada durante toda a sua infância tal como todas as mulheres da sua cultura, e como foi recebida no hospital depois de queimada, onde não recebeu cuidados médicos, apesar do seu corpo se encontrar num estado nefasto, apenas foi ali “plantada” para morrer, e onde inclusive os seus pais a tentaram matar. Por sorte um “anjo” aparece-lhe no caminho e salva-a do seu destino cruel. Assim com a ajuda de Jaqueline, Souad escapa da morte certa e num testemunho chocante e arrepiante sobre a sua vida, ensina-nos a dar mais valor a vida e alerta para o problema das mulher mal tratadas que sofrem em silencio, por tudo o mundo e monstra dando nos uma lição de vida que apesar de todos os contratempos é possível reconstruir uma vida e ser se feliz!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O poema...

Este poema é do escritor português Almeida Garrett, "A donzela vai a guerra" é um dos meus poemas preferidos, li-o no 7ºano e ficou me gravado na memória, como não o posso partilhar com turma em contexto de aula, visto que Almeida Garrett é um escritor do séc.XIX, decidi publica-lo no blog.


O poema fala de um pai de sete filhas, que já esta velho demais para ir combater na guerra, por isso a sua filha mais velha decide fazer-se filho barão e arranjando mil e uma artimanhas para disfarçar a sua fisionomia, ela vai para a guerra.
É que lá conhece o seu capitão, que é o único que desconfia que ela é uma mulher, este faz varias tentativas para descobrir a sua verdadeira identidade mas esta consegue sempre disfarçar, até á um certo dia em que ela se vê obrigada a revelar o seu segredo.

Gosto muito deste poema porque acho que é uma história muito bonita de amor pois o capitão reconheceu nela uma mulher, apenas e simplesmente pelos seus olhos, e apaixonou-se por ela mesmo sem ter a certeza de era uma mulher.

Donazela que vai a guerra


-“Já se apregoam as guerras
Entre a França e Aragão:
Ai de mim que já sou velho,
Não nas posso brigar, não!
De sete filhas que tenho
Sem nenhuma ser barão...
“Responde a filha mais velha
Com toda a resolução:
- "Venham armas e cavalo
Que eu serei filho barão."
- "Tendes los olhos mui vivos,
Filha, conhecer-vos-ão."
- "Quando passar pela armada
Porei os olhos no chão."
- "Tendes los ombros mui altos

Filha, conhecer-vos-ão."
- "Venham armas bem pesadas,
Os ombros abaterão."
- "Tendes los peitos mui altos
Filha, conhecer-vos-ão."
- "Venha gibão apertado,
Os peitos encolherão."
- "Tendes las mãos pequeninas
Filha, conhecer-vos-ão."
- "Venham já guantes de ferro,
E compridas ficarão."
- "Tendes los pés delicados,
Filha, conhecer-vos-ão."
- "Calçarei botas e esporas,
Nunca delas sairão."
- "Senhor pai, senhora mãe,
Grande dor de coração;
Que os olhos do conde Daros
São de mulher, de homem não."
- "Convidai-o vós, meu filho,
Para ir convosco ao pomar,
Que se ele mulher for,
À maçã se há-de pegar."
A donzela por discreta,
O camoês foi apanhar,
- "Oh que belos camoeses
Para um homem cheirar!
Lindas maçãs para damas
Quem lhas pudera levar!"
- "Senhor pai, senhora mãe,

Grande dor de coração;
Que os olhos do conde Daros
São de mulher de homem não."
- "Convidai-o vós, meu filho,
Para convosco jantar;
Que, se ele mulher for
No estrado se há-de encruzar.”
A donzela, por discreta,
Nos altos se foi sentar.
- "Senhor pai, senhora mãe,
Grande dor de coração;
Que os olhos do conde Daros
São de mulher, de homem não."
-"Convidai-o vós, meu filho,
Para convosco feirar;
Que, se ele mulher for,
Às fitas se há-de pegar."
A donzela, por discreta,
Uma adaga foi comprar.
- "Oh que bela adaga esta
Para com homens brigar!
Lindas fitas para damas:
Quem lhas pudera levar!"

- "Senhor pai, senhora mãe,
Grande dor de coração;
Que os olhos do conde Daros
São de mulher, de homem não."
- "Convidai-o vós, meu filho,
Para convosco nadar;
Que, se ele mulher for,

O convite há-de escusar."
A donzela por discreta,
Começou-se a desnudar...
Traz-lhe o seu paje uma carta,
Pôs-se a ler, pôs-se a chorar;
- "Novas me chegam agora,
Novas de grande pesar;
De que minha mãe é morta,
Meu pai se está a finar.

Os sinos da minha terra
Os estou a ouvir dobrar;
E duas irmãs que eu tenho,
Daqui as oiço chorar.
- “Monta, monta, cavaleiro!
Se me quer acompanhar."
Chegavam a uns altos paços
Foram-se logo apear.
- "Senhor pai, trago-lhe um genro,
Se o quiser aceitar;
Foi meu capitão na guerra,
De amores me quis contar...
Se ainda me quer agora,
Com meu pai há-de falar.

" Sete anos andei na guerra
E fiz de filho barão.
Ninguém me conheceu nunca
Senão o meu capitão;
Conheceu-me pelos olhos,
Que por outra coisa não.